SUGESTÕES DA SEMANA

18/04/2025 — Sugestão da Semana por Sara Vargas | The use of free DNA for fetal RHD genotyping in the Rh negative pregnant patient—the time has come

Por Sara Vargas | Assistente Hospitalar de Obstetrícia e Ginecologia – Centro de Responsabilidade Integrada de Medicina e Cirurgia Fetal, Maternidade Alfredo da Costa, Unidade Local de Saúde de São José

Estima-se que, em Portugal, cerca de 15% das grávidas sejam Rh-. Neste contexto, para reduzir o risco de alominunização anti-D, a Direção Geral de Saúde preconiza a administração profilática de Imunoglobulina anti-D às 28 semanas de gravidez a todas as grávidas Rh- não previamente sensibilizadas.

No entanto, cerca de 40% destes fetos serão, também, Rh-. Assim, e ainda que esta estratégia se tenha revelado eficaz a custos aceitáveis, 4 em cada 10 destas grávidas são expostas a derivados do plasma sem aparente necessidade.

Tal como evidenciado neste artigo e noutros até então publicados, a deteção do genótipo fetal Rh utilizando o cfDNA por next generation sequencing é uma alternativa válida, pouco invasiva e que permite uma profilaxia dirigida e segura. Em alguns países da Europa e nos EUA este procedimento já faz parte dos protocolos habituais.

Desta forma, perante a disponibilidade deste recurso, é razoável oferecer esta opção e apenas administrar a Imunoglobulina anti-D a grávidas com fetos Rh+, em detrimento da profilaxia com imunoglobulina anti-D a todas as grávidas Rh-.