SUGESTÕES DA SEMANA

14/11/2025 — Sugestão da Semana por Njila Amaral | Reducing post-cesarean sepsis: Current best practice in prevention and treatment

Por Njila Amaral | Assistente Hospitalar Graduada de Obstetrícia e Ginecologia – Serviço de Obstetrícia e Ginecologia – Hospital Beatriz Ângelo – ULS Loures-Odivelas

A sépsis representa a 3ª causa mais frequente de mortalidade materna, representando uma complicação pós-cesariana que tem uma incidência global que varia entre 2.5 e 20,5%.

O artigo alerta para a definição de sépsis e para a aplicação das diferentes escalas de gravidade no contexto obstétrico. O quadro clinico inicia-se, na maioria dos casos após a alta hospitalar, sendo de extrema importância o ensino dos sinais de alarme.

Os agentes mais comuns são E-Coli (infeção urinaria; rotura de membranas e pós-cerclage), Streptococus spp e anaeróbios (coriomanionite) que representam 50% dos casos de sépsis materna e 60% de sépsis pós-parto. Deve suspeitar-se de sépsis a Streptococus ß-hemolitico grupo A se febre associada a corrimento vaginal aquoso e palpação uterina dolorosa

O Documento propões três fases possíveis de intervenção:

(A) identificação e correção de factores de risco pré-parto;

(B) Atitudes preventivas pré e intra-operatórias nomeadamente profilaxia antibiótica adaptada à situação obstétrica, desinfecção vaginal pré-cesariana, mudança de luvas após dequitadura, técnicas de encerramento da parede abdominal alternativa no contexto de obesidade

c) Tratamento com ênfase na rapidez de início (1ª hora) com reposição activa de fluidos; antibioterapia empírica que cubra anaeróbios (se suspeita de infecção por Streptococus ß-hemolitico do grupo A, iniciar antibioterapia dirigida), identificação e tratamento do foco, profilaxia trombótica.